
Ao receber o diagnóstico da necessidade de um tratamento de canal, uma das primeiras perguntas que o paciente em Belo Horizonte se faz é: “quanto tempo dura um tratamento de canal?”. O medo de um procedimento longo e de múltiplas visitas ao consultório é comum. A resposta, no entanto, varia: um tratamento de canal pode ser concluído em uma única sessão de cerca de duas horas ou pode exigir duas ou três visitas, dependendo da complexidade do caso.
Entender os fatores que influenciam a duração do tratamento ajuda a alinhar as expectativas e a compreender por que, em alguns casos, a pressa pode ser inimiga da perfeição.
A duração de um tratamento endodôntico (o nome técnico do tratamento de canal) é determinada principalmente pela condição do dente e pela sua anatomia.
“Este é o fator principal”, explica um endodontista (especialista em canal). “Um dente anterior, como um incisivo, geralmente tem um único canal, sendo mais rápido de tratar. Já um dente posterior, um molar, pode ter três, quatro ou mais canais, muitas vezes curvos e de difícil acesso. Localizar, limpar e obturar todos esses canais exige muito mais tempo clínico.”
Um dente com uma inflamação aguda (pulpite), mas sem uma grande infecção crônica, tem mais chances de ser tratado em uma única sessão. “Já um dente com uma infecção antiga, com presença de abscesso e contaminação bacteriana severa, geralmente exige uma segunda sessão. Na primeira, nós limpamos os canais e aplicamos uma medicação interna que fica agindo por alguns dias para combater as bactérias. Na segunda visita, finalizamos o tratamento”, detalha o especialista.
A decisão de realizar o tratamento em uma ou mais sessões é técnica e visa sempre o sucesso a longo prazo.
O tratamento em sessão única é ideal para casos de polpa viva ou necrosada sem infecção persistente, onde o profissional consegue limpar e descontaminar completamente os canais em uma única visita. “Com a tecnologia atual, como os instrumentos rotatórios e os localizadores apicais, a sessão única se tornou uma realidade segura para muitos casos”, afirma o endodontista.
Para dentes com infecções crônicas, retratamentos de canal ou anatomias muito complexas, o uso de uma medicação entre as sessões aumenta a taxa de desinfecção e, consequentemente, a chance de sucesso do tratamento. “Nesses casos, a segunda sessão não é um sinal de problema, mas sim parte de um protocolo mais seguro e previsível”, conclui.
A duração de um tratamento de canal em BH, portanto, não deve ser a principal preocupação do paciente, mas sim a qualidade e a segurança do procedimento. Seja em uma ou mais sessões, o importante é que o especialista tenha o tempo necessário para realizar um tratamento minucioso que salve o dente e elimine a infecção de forma definitiva.
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