
Nos últimos anos, os consultórios odontológicos de Belo Horizonte expandiram seus menus de serviços. Além de tratamentos dentários, muitos agora oferecem procedimentos como aplicação de toxina botulínica (Botox) e preenchimento com ácido hialurônico. A Harmonização Orofacial (HOF) se tornou uma especialidade odontológica reconhecida, mas para o público leigo, uma questão persiste: por que um dentista está fazendo procedimentos estéticos faciais?
A resposta está na lei e no profundo conhecimento anatômico que o cirurgião-dentista possui da região da cabeça e pescoço. A HOF busca o equilíbrio estético e funcional entre o sorriso e o resto do rosto, tratando o paciente de forma integral. No entanto, a popularização do tema exige do paciente uma análise criteriosa na hora de escolher o profissional.
A resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) permite que o cirurgião-dentista realize procedimentos de HOF, desde que não se afastem de sua área primária de atuação: a face.
“Nossa formação de base é extremamente focada na anatomia de cabeça e pescoço. Músculos da mastigação, músculos da mímica facial, vascularização, inervação… estudamos isso por cinco anos na graduação”, explica uma cirurgiã-dentista habilitada em HOF. “Quando aplicamos um preenchedor ou toxina botulínica, temos um conhecimento profundo das estruturas que estão ali embaixo. Isso é um fator de segurança.”
A filosofia da HOF é que um sorriso bonito não depende apenas de dentes perfeitos, mas da moldura que o rosto oferece. “Às vezes, um paciente se queixa de um sorriso ‘triste’. Ao analisarmos, vemos que a comissura do lábio é caída. Um preenchimento sutil naquela área pode ‘levantar’ o sorriso. Ou um paciente com bruxismo que tem o rosto muito ‘quadrado’ pode se beneficiar da aplicação de toxina no músculo masseter. A visão é integrada”, detalha a profissional.
A popularização da HOF também abriu portas para a banalização. Escolher um profissional qualificado é o passo mais importante para um resultado seguro e natural.
O paciente deve verificar se o dentista possui cursos e habilitação específica na área de Harmonização Orofacial. Não é um procedimento que se aprende a fazer da noite para o dia. A experiência e o treinamento são fundamentais.
Mais do que técnica, a HOF exige senso estético. “O paciente deve olhar os casos anteriores do profissional, ver se o estilo dele se alinha com o que ele busca. O objetivo não é transformar, mas realçar a beleza natural”, pondera a dentista. Uma boa consulta envolve uma longa conversa sobre expectativas, a explicação dos limites de cada procedimento e a elaboração de um plano de tratamento individualizado, que muitas vezes começa com a saúde dental.
A harmonização facial com dentista em BH é uma realidade consolidada, que oferece uma abordagem interessante e integrada da estética. Cabe ao paciente, no entanto, fazer sua parte na pesquisa, escolhendo um profissional que una o conhecimento técnico da odontologia ao senso artístico da estética facial.
WhatsApp us